Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, uma decisão histórica do juiz federal William Conley condenou a petrolífera canadense Enbridge ao pagamento de US$ 5 milhões por invasão do território da tribo Bad River Band of Lake Superior Chippewa, em Wisconsin. A sentença estabelece a desativação gradual de um trecho de 20 quilômetros do oleoduto Linha 5 no prazo de até três anos, em razão do risco de desastre ambiental provocado pela erosão do Rio Bad.
Impasse jurídico envolve invasão territorial e risco ambiental
De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a controvérsia ganhou força após a tribo apresentar evidências de erosão severa na margem do Rio Bad, reduzindo para menos de 4,5 metros a faixa de solo que protege o duto, responsável pelo transporte diário de cerca de 23 milhões de galões de hidrocarbonetos. Embora o juiz tenha rejeitado a tese de “perigo iminente”, que justificaria a paralisação imediata das operações a fim de evitar impactos nos custos de combustível e na segurança energética regional, a Enbridge deverá encerrar suas atividades no território tribal em até 36 meses.
Reações políticas e a “Bomba-Relógio” nos Grandes Lagos
Como comenta Paulo Roberto Gomes Fernandes, a procuradora-geral de Michigan, Dana Nessel, celebrou a decisão como uma vitória para a proteção dos recursos hídricos. Nessel utiliza o caso de Wisconsin como precedente para reforçar sua luta pelo fechamento do trecho da Linha 5 no Estreito de Mackinac, classificando o oleoduto como uma “bomba-relógio” devido ao histórico de derramamentos da Enbridge, como o desastre do Rio Kalamazoo em 2010.

A Solução da Enbridge: Realocação e o Túnel sob o Lago Michigan
A Enbridge argumenta que a solução de longo prazo é a realocação de 50 quilômetros da linha ao redor da reserva indígena e a construção de um túnel de concreto sob o Lago Michigan. Segundo o porta-voz Ryan Duffy, a empresa já solicitou as licenças necessárias em 2020. A petrolífera sustenta que o fechamento da linha violaria o Tratado de Oleodutos de Trânsito de 1977 e comprometeria o abastecimento de milhões de residências no Meio-Oeste americano e no Canadá.
Tecnologia Brasileira: O papel da Liderroll na segurança internacional
A aprovação final para a construção do túnel sob o Lago Michigan depende de um estudo técnico do Corpo de Engenheiros do Exército Americano. Paulo Roberto Gomes Fernandes reforça que a tecnologia exclusiva da empresa brasileira é a chave para viabilizar o lançamento dos dutos dentro do túnel de forma rápida e segura. “Nossa experiência em ambientes confinados e tecnicamente desafiadores pode acelerar a conclusão da obra e mitigar os riscos ambientais que tanto preocupam as autoridades”, destaca o executivo.
Perspectiva para 2026: Engenharia de precisão contra o impasse burocrático
Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, alude que em 2026 o parecer dos engenheiros militares americanos será o divisor de águas para a infraestrutura energética da região. Portanto, a Liderroll permanece em prontidão para aplicar sua tecnologia patenteada e premiada, transformando um cenário de conflitos judiciais em um modelo de engenharia sustentável. A meta é garantir que a Linha 5 opere com risco zero, respeitando os territórios soberanos e protegendo um dos principais reservatórios de água doce do mundo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez