O Papa Leão XIV convidou os fiéis e as comunidades cristãs a rezarem o Santo Rosário durante o mês de outubro pela cessação das guerras e pelo restabelecimento da paz entre os povos em conflito. O apelo foi feito em 27 de setembro de 2026, durante o Angelus celebrado no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França.
A orientação do pontífice une a tradição católica de dedicar outubro à oração do Terço a uma intenção concreta: pedir o fim dos conflitos e a reconstrução da paz. Segundo a Vatican News, o pedido também foi acompanhado por um convite a atitudes de penitência e misericórdia.
O que o Papa pediu para o mês de outubro
Ao propor a oração do Terço, Leão XIV indicou que a súplica pela paz deve fazer parte da vida das paróquias, das famílias e das comunidades católicas ao longo de outubro. A intenção apresentada no Angelus está voltada aos povos que vivem situações de conflito e à necessidade de que as guerras cessem.
O pedido não foi apresentado apenas como uma prática individual. A convocação alcança as comunidades cristãs, que podem incorporar a intenção nas celebrações, nos momentos de oração comunitária e nas devoções marianas próprias do período. A proposta permite que o Terço seja rezado como expressão de fé e também como compromisso espiritual diante do sofrimento provocado pelos conflitos.
Além da oração, o Papa relacionou a busca pela paz a atos concretos de penitência e misericórdia. O apelo inclui ainda o compromisso com o diálogo e a reconciliação, indicando que a resposta cristã à violência deve envolver tanto a dimensão espiritual quanto atitudes capazes de favorecer a aproximação entre as pessoas e os povos.
Lourdes e a dimensão mariana do apelo
O convite foi feito no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, um dos principais lugares de devoção mariana do catolicismo. A escolha do local reforça o vínculo entre a mensagem do Papa e a espiritualidade de confiança em Maria, presente nas orações e celebrações realizadas no santuário francês.
A passagem por Lourdes ocorreu no contexto da viagem apostólica de Leão XIV à França. A oração do Angelus em 27 de setembro foi um dos momentos da programação divulgados pela Santa Sé. O texto oficial do Angelus do Papa Leão XIV em Lourdes registra a intervenção pontifícia realizada naquela data.
Também durante a viagem, o Papa rezou o Terço em Lourdes. A Vatican News informou sobre esse momento de oração e sobre a referência do pontífice à confiança em Maria. O gesto ajuda a situar o pedido pela paz dentro de uma experiência de oração mariana vivida no santuário.
Como a intenção pode ser vivida nas comunidades
Para as paróquias, o apelo pode ser acolhido com a inclusão da paz entre os povos em conflito nas intenções do Terço durante o mês de outubro. A mesma intenção pode estar presente em grupos de oração, encontros comunitários e momentos de devoção realizados por famílias e movimentos católicos.
A proposta também abre espaço para que a oração seja acompanhada por gestos coerentes com a mensagem apresentada pelo Papa. Penitência, misericórdia, diálogo e reconciliação aparecem como dimensões que ajudam a transformar a intenção rezada em uma atitude cotidiana. Nesse sentido, a oração do Terço pela paz não se limita à repetição das preces, mas se relaciona com a disposição de promover compreensão e aproximação.
O pedido de Leão XIV oferece às comunidades uma intenção comum para o mês tradicionalmente dedicado ao Rosário. Ao colocar no centro a cessação das guerras e o restabelecimento da paz, o pontífice convida os católicos a unirem a devoção mariana à preocupação com os povos atingidos por conflitos.
Assim, durante outubro, a oração do Terço poderá ser vivida como uma súplica comunitária pela paz e como um chamado à responsabilidade cristã. A mensagem apresentada em Lourdes associa a confiança em Maria ao compromisso com a misericórdia, o diálogo e a reconciliação, mantendo a oração ligada a atitudes concretas em favor da paz entre os povos.