Conforme explica o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, geralmente, o exame causa desconforto passageiro, mas há formas seguras de tornar a experiência mais tranquila. Se você adia o rastreamento por medo de dor, siga a leitura e entenda o que realmente acontece durante a compressão e como reduzir o incômodo sem cair em mitos.
O que faz a mamografia doer mais em algumas pessoas?
Mamografia dói principalmente por um motivo técnico: para obter imagens nítidas com baixa dose de radiação, a mama é posicionada e comprimida por alguns segundos. A compressão diminui a espessura do tecido, reduz a sobreposição de estruturas e ajuda a evitar borramento por movimento. Isso eleva a chance de um exame confiável e diminui a necessidade de repetição.

Mesmo quando há dor, ela costuma durar pouco, limitada ao tempo de cada aquisição, e tende a cessar logo após a liberação da compressão. A percepção de dor varia muito, e isso não significa “fraqueza” nem indica, por si só, maior risco de câncer. Alguns pontos aumentam o desconforto:
- Sensibilidade mamária do ciclo: Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica que a mama pode ficar mais dolorida na fase pré-menstrual e no início da menstruação, o que torna a compressão menos tolerável;
- Densidade e volume mamário: mamas mais densas ou com maior volume podem exigir ajustes de posicionamento e compressão para incluir o máximo de tecido possível, o que pode elevar a sensação de pressão;
- Tensão muscular e ansiedade: o estresse aumenta a contração involuntária e deixa o posicionamento mais desconfortável. Acolhimento e comunicação durante o exame fazem diferença;
- Técnica e ritmo de compressão: em análise feita por materiais técnicos, a compressão tende a ser melhor tolerada quando a paciente é orientada e quando o aumento é gradual, sempre buscando firmeza com tolerabilidade.
Dói mais em situações específicas?
Como reforça o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, em algumas circunstâncias, a mamografia pode ser mais incômoda:
- Pós-cirurgia ou inflamação recente: cicatrizes, áreas sensíveis e processos inflamatórios aumentam a dor à pressão;
- Próteses mamárias: o exame é possível, mas pode exigir incidências adicionais e manobras específicas, o que prolonga o tempo de posicionamento;
- Dor mamária pré-existente: de já há mastalgia, especialmente cíclica, o período do ciclo e a técnica podem influenciar muito a tolerância.
Como reduzir o desconforto na mamografia?
Como orienta Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, Médico especialista em diagnóstico por imagem, “reduzir” não significa eliminar a compressão, e sim otimizar o momento e a execução para que ela seja suficiente e breve. Algumas medidas ajudam:
- Escolher o melhor período do ciclo: sempre que possível, agendar para dias em que a mama costuma estar menos sensível reduz o incômodo em muitas pessoas;
- Conversar com a equipe antes de começar: informar sensibilidade, dor prévia, cirurgia anterior ou ansiedade permite ajustes de posicionamento, pausas e compressão progressiva;
- Manter a respiração e o corpo relaxados: relaxamento do ombro e do peitoral facilita o encaixe correto, encurta o tempo do posicionamento e reduz “repuxões”;
- Evitar produtos que atrapalham a imagem: alguns desodorantes, cremes e pós podem aparecer na radiografia como artefatos e levar a repetição de imagens, o que aumenta tempo e desconforto;
- Quando indicado, discutir analgésico habitual com seu médico: para quem tem histórico de dor importante, pode ser pertinente avaliar estratégias simples, sem automedicação impulsiva.
Quando a dor merece atenção extra?
Mamografia dói em graus diferentes, mas dor intensa e persistente após o exame não é o padrão. Se houver dor forte que não melhora, inchaço importante, vermelhidão, febre ou secreção, é prudente procurar avaliação clínica. À luz do Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, qualquer queixa relevante também deve ser comunicada ao serviço onde o exame foi realizado.
Mamografia dói, mas pode ser mais leve do que o medo faz parecer
Em linhas gerais, a mamografia é rápida, tecnicamente dependente de compressão e, para a maioria, causa apenas desconforto curto. Entender os fatores que aumentam a sensibilidade e alinhar o exame com uma execução cuidadosa ajuda a diminuir a barreira do medo. Como resume o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, quando o rastreamento entra na rotina, o benefício de detectar alterações precocemente supera, com folga, alguns segundos de pressão bem conduzida.
Autor: Dorkuim Lima